E toda vez que eu ouço
A palavra "tinha"
Eu fico pensando quem deixou de ter
Quem deixou de ser
Para alimentar as pétalas
De um bem-me-quer
E as pessoas todas choram
Enquanto eu sorrio e gracejo
Fingindo-me de robô imortal
Como se o mundo fosse fácil
E eu nao quisesse
Me jogar em um barril de acido
Usando salto alto
E uma peruca da marylin monroe
E a libre associação
Entre cadáveres mexicanos e fixação oral,
Entre estupro e beijinho na nuca,
Entre hospital e sêmen no chão
É o que me impede de
No fim do dia
Pular de um banco branco
Mirando o balanço
Com a cabeleira a sacudir
Enquanto isso o vento se despede
E meu vestido branco roça
O corpo morto de uma formiga bunduda
Olho no olho,o brilho morrendo
Em cada gota dada
- de má vontade -
Do seio materno
Com cada palavra que guardo
Na sutileza do meu armário homossexual
Com cada palavra que atiro
Como uma faca no peito desta imagem surreal
Fico tiquetaqueando no escuro
Reprimido lagrimas de TNT
Só por que eu queria ser um carneirinho obediente
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