segunda-feira, 14 de outubro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Carneirinho

E toda vez que eu ouço
A palavra "tinha"
Eu fico pensando quem deixou de ter
Quem deixou de ser
Para alimentar as pétalas
De um bem-me-quer

E as pessoas todas choram
Enquanto eu sorrio e gracejo
Fingindo-me de robô imortal
Como se o mundo fosse fácil
E eu nao quisesse
Me jogar em um barril de acido
Usando salto alto
E uma peruca da marylin monroe

E a libre associação
Entre cadáveres mexicanos e fixação oral,
Entre estupro e beijinho na nuca,
Entre hospital e sêmen no chão
É o que me impede de
No fim do dia
Pular de um banco branco
Mirando o balanço
Com a cabeleira a sacudir

Enquanto isso o vento se despede
E meu vestido branco roça
O corpo morto de uma formiga bunduda

Olho no olho,o brilho morrendo
Em cada gota dada
- de má vontade -
Do seio materno

Com cada palavra que guardo
Na sutileza do meu armário homossexual
Com cada palavra que atiro
Como uma faca no peito desta imagem surreal
Fico tiquetaqueando no escuro
Reprimido lagrimas de TNT
Só por que eu queria ser um carneirinho obediente

sábado, 24 de agosto de 2013

Medo...

Quando você saiu de casa e me deixou na sala fria deitada sobre os restos de mim mesma e o que sobrou do vinho de um jantar de 12,00 reais, eu fiquei pensando se eu ainda sabia para quem ligar. Então eu corri para a varanda e pedi que se tu fosse mesmo embora que levasse contigo o meu puro coração. Foi então que me dissestes que não podia nem mais vê-lo por que estávamos tão longe da verdade que a vida não passava de ilusão. Tomei o vinho até ficar tonta e pensei em chamar minha mãe. Só que então me veio a memória, dos anos que fui, em casa, escrava da minha própria enganação, não lembrava, mas sabia que a mãe não mais podia segurar a minha mão. E no meio da saudade e da chuva de lembranças entendi que eu não eu era muito mais do que uma criança agarrada no colchão. Minha boneca de pano jazia abandonada no quarto chorando pra ter de volta o meu amor. Entendi então que no meio da saudade de uma infância que eu mesma desisti, deixei pra trás a minha herança que diria que o único a buscar era um pedaço de amor. Então busquei minha pequena e enrolando-nos na cama  dormimos até o sol nascer. Acordei na minha adolescência, meu cachorro entre meus pés, disse pra minha mãe que eu a amava e fui embora pela segunda vez. Ela me chamou de perdida, puxou meus cabelos e chorou em silêncio escondida atrás da porta. Tive tanto medo de perdê-la, mas meu medo de não me achar era tão maior... Desta vez eu acordei, deitada na primeira cama, cheiro de vinho nas minhas roupas e bebe cheirando a talco entre meus braços. Quando ao homem que achei ter perdido, estava deitado atrás de mim, com a mão na minha coxa e a outra no meu coração. Foi aí que eu entendi que ele não fora embora, que a saudade não me acolhera e que o pesadelo me lembrara que sair de casa fora a única solução.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Amanda...

     Amanda me olhava engraçado, talvez pelo seu estrabismo, talvez pelos cílios postiços. E quando me olhava mordiscava o mindinho e encarava minha virilha. Melhor assim do que ao contrário: imagina que louco! Mordiscar o mindinho.... Sempre fora Minha Vizinha, assim mesmo, com letra maiúscula e fazendo topless no jardim. Ela me via observando-a, todo dia, depois da aula, trocando de roupa com a janela aberta.
     No seu aniversário de 18 anos, dias antes de ir pra faculdade, Amanda entrou na minha casa e levou embora meu coração. Depois ela não me procurou mais, teve algum caso com algum professor, mas sempre vou lembrar daquela cena: cabelos loiros, de joelhos, jeans rasgados, chão do meu quarto....


Profundeza

Ela provocava com a ilusão de que podia haver mais coisas.
Intercalava futilidade com ilusão de profundidade.
Brincava de ser interessante, mas inconvenientemente foi pega assistindo novela.. 


domingo, 18 de agosto de 2013

suicide

Escuto a madrugada
com gosto de cetim
e o sushi me tranca o ar
entre o vinho e o laxante

Sonho com os cheiros
de arvore de leite
e os passaros cantam
em homenagens
ao sangue que derrama
das minhas veias em chamas


Amores antigos

Eu amava uma garota
que entre desmaios bêbadas
dizia que me amava
e me abraça até o sol chegar

Então ela ia embora
fumando um cigarro
trocando os passos
até a rua da sua casa

As vezes eu a seguia
e respirava o ar que ela soltava
e pisava nas pegadas que ela deixava
e vivia na vida que ela largava

A garota que eu amava
tinha uma certa opacidade
dentro dos proprios olhos
que me encantava

A minha garotinha
que amei desde menino
tinha no doce dos seus beijos
um desejo de morte precoce



Cemitério de estrelas


Nunca achei que as estrelas me deixariam sozinha. Fico olhando para aquele cemitério de luzes sobre minha cabeça sem entender por que elas demoram tanto pra me alcançar, por que elas tem de morrer antes que seu brilho beije meu rosto. Então entendo que a beleza não é vaidade, mas presente para os outros.

Adeus, amado

Não vou falar de teus medos,
de teus segredos,
de sua amante Baltazar,

Não vou falar dificil,
não vou falar alto,
entao chega mais perto,

Vou te falar do nosso amor,
que morreu,
pra virar flor,

E vou deixar que tu procure,
em outros braços,
um novo amor.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Temos todo o tempo do mundo

Nenhum tempo é tempo perdido. Somos jovens. Temos todo o tempo do mundo! Temos todas as vidas que quisermos, podemos beijar, dançar, beber, voar. Eternizamo-nos em cada sorriso que trocamos, em casa gargalhada que largamos, em casa segundo que vivemos. Amanhã não existe, amanhã não está aqui, hoje vivemos... amanhã está mais longe do que podemos enxergar


Me dê um sorriso


Um dia... dias

Existe toda aquela história de "você só vive uma vez", mas não é bem verdade... Vivemos várias vezes, varias vidas, nascemos novamente a cada mudança e acontecimento memorável. A cada paixão que toca nosso coração, a cada filme que muda nossa cabeça, a cada nascimento, festa, dia, que nos faz repensar todo o conceito, toda a idéia de "viver". Nos reinventamos, o penteado muda, o sorriso muda, as roupas mudam, a maneira de caminhar, pensar e ser. Claro que estas mudanças implicam em consequencias: nos distanciaremos de algumas pessoas que pensamos que seriam eternas, sentimo-nos culpados por quem eramos, dá saudade de um outro corte de cabelo, de um outro amor, de um outro emprego. Mas o lado bom nos trás novos amores, novos estilos, coragem para comprar tinta azul, erros novos, novas conquistas, empregos, aventuras, viagens, amigos. Os que não mudam, é por que não vivem, não tem emoções que os elevem a outros níveis, que sofram mudanças que signifiquem um despertar... Destes nem pena tenho. Fico eu aqui com minhas mudanças. Você vive mais de uma vez, mas viva cada vida como se fosse a última. Um dia você vai acertar.


Espelho meu

Nunca consegui me preocupar mais com a aparência do que com o caráter... Vai ver que é por isso que as pessoas me olham de lado e sussurram quando passo. Me vesti da cor e da forma do meu humor, na bolsa carreguei mais memórias do que maquiagem e o cabelo esqueci de pentear... estava ocupada desenhando sorrisos no espelho.

alienígena

Me contradigo, minha cabeça muda, hora quero Q, depois mudo pra S. Como sobremesa antes do almoço só pra me sentir rebelde, falo o que passa na minha cabeça e nunca penso antes de abrir a boca. sou estranhamente familiar, se você não se sente... alienígena, diferente, entao, indelicadamente (e sinceramente) digo que nao acho que voce mereça respirar...

Não acredito em amor

Curiosamente quatro pessoas me perguntaram esta semana como posso defender o amor como algo inventado pela sociedade a partir de um desejo sexual e uma necessidade de formar núcleos e mesmo assim, com toda essa teoria e cinismo, arranjar um namorado. Respondo o que meu pai me dizia quando pequena: "Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay"

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um novo olhar sobre a Terra do Tio Sam - crítica

A crítica escrachada em um humor forçado
No cenário de discussões políticas que vem se expandindo cada vez mais com a globalização, o ator Sacha Baron Cohen fala sobre uma causa nobre em tempos obscuros, na sua maneira vulgar.  Fugindo do politicamente correto com um humor corrosivo, Sacha interpretando o tirano Aladeen no filme “O ditador”, lançado em 16 de maio de 2012, não tem preconceitos na hora de criticar. Todos são satirizados.
O enredo não é muito (NADA!) original , um estrangeiro chegando aos Estados Unidos e se envolvendo na cultura de massas para no fim se reinventar assimilando idéias típicas do modelo de pensamento norte-americano. O roteiro é repleto de piadas de mal gosto e termina com um discurso piegas aonde o ditador Aladeen conclui que apenas o amor e entendimento cessarão os conflitos entre os povos. Momentos de reflexão são constantemente interrompidos por um humor ácido e forçado, mas mesmo assim a mensagem consegue ser passada.
O que Sacha Cohen fez neste filme foi expor a ineficácia do totalitarismo, referencias fortes a ditadores como Saddan Hussein e Muammar Kadafi, e também da democracia. A idiotização dos norte-americanos por pouco não é o foco do filme, Sacha conseguiu mostrar a opressão e a hipocrisia do modelo político democrático.  A ONU é exposta como uma organização ao serviço dos Estados Unidos.

Contestador da política, cultura e das organizações sociais, o filme reúne tiradas muito inspiradas e com potencial crítico que dividem espaço com situações de mau gosto e sem significado real abrangendo diferentes pessoas. Desde os fãs dos filmes de humor “trash” de Sacha Cohen às alas conservadoras e liberais, o filme não poupa ninguém e as criticas são claras e facilmente assimiláveis. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre o filme Zeitgeist

Sinto uma estranha sensação de vazio dentro do meu corpo. Não é, de maneira alguma, emocional, psicológica. Meu equilíbrio mental encontra-se excelente, fato que me surpreendeu, mas dentro do meu corpo... Tenho a sensação de que me arrancaram os órgãos de dentro do corpo. Oca, sinto-me oca.
A sociedade com todos os seus valores culturais... Com toda a sua moralidade inventada e sua religiosidade empurrada pela minha garganta tentam me calar. Fazem tantas perguntas sobre meu futuro, sobre meu passado e meu presente. Tentam controlar tudo o tempo todo e, ainda pior, me fazem acreditar que o controle é algo positivo!
Isso é uma negação da MINHA natureza como humana.
A liberdade que almejo não aceita nenhum controle, nem que seja por minha parte.
E então... no meio ao caos que criei para fugir do controle que me impuseram, me sinto oca. Se bater contra minha barriga ouço o som bater nas paredes do meu corpo, sem barreiras gelatinosas de corações, pulmões, útero ou tripas. Até o sangue sumiu das minhas veias...
E o pior de tudo... sinto-me mortal... Não existe aquela secura, falta de vida, da imortalidade vampiresca. Apenas... me esvaziei. Como uma boneca inflável, que depois de muito usada é esvaziada e guardada no armário até que alguém resolva estupra-la, sem ao menos perguntar no final: foi bom para você?
É terrível esta sensação de ser esvaziada e não mais estuprada... Terrível em diversos sentidos, explico: Antes, era algo esperado, a dor e humilhação de ser usada e descartada. Me diziam para estudar, para sorrir, para passar maquiagem e depois me diziam que meus esforços nunca seriam tão bons como de determinadas pessoas. Era uma rejeição esperada dentro de um sistema que criou utopias.
Não sei se sinto-me esquecida pelos outros, mas por mim mesma. Parei de pensar, segui o que me diziam. Obedeci a religião, fiz comunhão, frequentei a igreja. Me submeti a escola: Sempre decorei e passei de ano, sem pensar ou discutir. Aceitei o ideal de beleza e comportamento: Moldei meu corpo a um "belo" que não me satisfazia, por que não era eu.
 Me entreguei de tal maneira que não precisei mais cuidar de mim, alguém cuidaria de mim por mim. Fiquei vazia por que abandonei todas as crenças que eu tinha.
Se digo que agora tudo mudou, é algo positivo. Esqueci esta entrega aos valores sociais e esta mudança representa algo bom. Se sinto-me completamente vazia é por que não tenho mais peso algum, nenhum mito consegue me alcançar, sinto-me inalcançável e mortal por isso. Qualquer informação pode ressoar pelas paredes, pelo âmago, do meu ser, mas o conhecimento que formarei com ela não depende mais do que foi instituído.
Está aí o segredo para a verdadeira felicidade: esquecer todos os preconceitos que enfiaram dentro de nós e se deixar esvaziar como plástico. Fui estuprada por idéias durante toda a minha existência. Enquanto assistia o vídeo não pude concentrar-me na minha moral, tudo que foi dito ali limpou a minha cabeça e meu corpo de maneira extraordinária. Retroceder ao que eu era não é uma opção. Nenhuma crendice popular é capaz de moldar meu pensamento. O pensamento é meu e devo sempre estar aberta a verdade, não como ela me é apresentada, mas como buscarei até o último suspiro.
Não quero me sentir cheia novamente, pesada com fé e idéias, quero estar sempre assim: Vazia.
O vazio não é necessariamente ruim, foi o homem que disse que era ruim, mas ele estava errado. O homem criou Deus, criou o pecado e o inferno, se dependêssemos do homem para viver, não viveríamos, tudo seria moralmente proibido.
Após assistir algo como Zeitgeist devemos nos calar por dias, apenas deixar toda a informação limpar nosso corpo com um sopro de realidade. Então, devemos assistir de novo e de novo até que as palavras e sons simplesmente flutuem na nossa mente no vazio que passamos a entender ser necessário para compreender toda a verdade como uma busca obrigatória.
Se é possível encontrar "A Verdade", a suprema e absoluta "Verdade", sem o molde humano sobre ela, não sei. Mesmo que seja impossível, o simples ato de buscá-la constantemente é o que deve mover cada respiração nossa. O filme Zeitgeist não representa uma idéia, mas sim a negação das idéias.
Nunca mais seremos os mesmos.

domingo, 26 de maio de 2013

pequena quase nostalgia

Dá saudade de um tempo em que se pode contar tudo, tudo mesmo, pros pais... Ou será que foi ilusao minha? Este tempo nunca existiu?
Aqueles "pecadinhos" que a gente cometeu quando criança, qualquer coisa para alguem que tenha consciencia é assustador na infancia: Roubar giz, responder mal criadamente para a profe em voz baixa, comer negrinho antes do parabéns...
Coisinhas bobas, sabe? E a gente conta pros pais, de cabeça baixa... Algumas pesssoas que eu conheci, nao contavam. Nada mesmo. Nem quando entravam em briga na escola. Eu sempre achava aquilo horrível, quer dizer, são seus pais!
Só que daí... algo aconteceu... Eu aprontei! Nada terrível, nada definitivo, mas aprontei. Me corroí de culpa por dias, mas sabia que minha mãe JAMAIS entenderia. Fui para o shopping escondida aos 12 anos! Oh, que crime!
Com o tempo, fui crescendo e vivendo minhas aventuras, infelizmente nao contei muita coisa para os meus pais, com medo. Nunca foi nada importante, tambem, mas para mim parecia. Com 17, contei para a minha mãe sobre o shopping. Achei que tinha prazo de validade o meu "crime", mas minha mae ainda me xinga.
Entao tá, sabe toda aquela vontade de confessar os pecados? Passou assim. Nao dá mais vontade de contar, ela nao vai entender. Nao, ela nao aprontava na adolescencia, ela nao é compreensiva com essas coisas...
Mas tá, por um tempo me senti no pecado... mas sabe o que é? A culpa passa...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Entenda !

Tentei te dizer que nosso amor morreu, que a culpa não é sua. Gentilmente falei sobre nosso lindo passado e sobre os sonhos que voce ainda conquistara. Com delicadeza tentei te dar adeus, mas vc não me entendeu ... Então, sinceramente declarei: NÃO TE QUERO MAIS !

Mimada

Sou uma garota de sorte. Montada no meu unicórnio cor-de-rosa, morando na minha torre altíssima, brincando de princesa todo dia ... A gente brinca, finge, sorri. Ler livros, brincar de boneca, se vestir de fada, comer porcaria, dormir de meio-dia... Vivendo , mais ou menos isso. 
Vida legal, mas protegida demais... Da pra cansar de ser mimada?

Para quem escrevo ? Para todos

Para quem eu escrevo?
Depende ... De qual texto estamos falando?
Escrevo para o meu primeiro amor... Ele responde as vezes. É estranho.
Escrevo para um amigo, cuja admiração mutua nos torna comparsas de um crime que não cometemos.
Escrevo para os que poderem tirar proveito, lição das minhas palavras.
Escrevo para segundo e terceiro amores, e enfim, para todos os amores.... Por que quero lembrar a mim mesma que eu já amei muito.
Escrevo para minha família. Por que tenho medo de falar com eles.
Escrevo para mim mesma, por que se eu não escrever, doí.
Escrevo para o meu amor atual, por que amar é inspirador.
Escrevo para a morte, por que não sei onde ela esta e nem quando vira pressionar sua caveira contra meus lábios frios.
O importante é que escrevo

Atores

Esta é pra voce:
Não te amo, não quero ficar com voce de nenhuma forma sentimental.
Nos divertimos juntos, talvez. De uma forma muito mental ... Sem romance, sem carinho, só esta admiração.
Já amei tantas pessoas que voce não poderia ser uma delas...
Por que voce é diferente.
Voce é um amigo.
Tenho medo por voce, quero tua felicidade, teu sucesso, mas somos diferentes.
Não sei o que quero com voce, mas fique por perto. Vamos ver o que acontece
Hoje, não soube o que voce pensava ... Nunca sei, não é verdade?
Sempre escrevendo... Supondo que é criticado, imaginando o pior dos outros. Pare de tentar ler minha mente. Te admiro, não fique pensando que não vou estar aqui por voce.
E voce fica escrevendo, com o maxilar trancado e os olhos semi cerrados, um sorriso de canto talvez, erguendo a sobrancelha e mexendo nos anéis, tudo muito teatralmente. Somos isso, não somos?
Eu e voce? Voce e todo mundo? Somos personagens desta merda toda que chamamos de vida.

Cheers

Voce tem medo. Voce tem tanto medo que me assusta.voce quer amar, viver, sonhar, mas esta ferido.
Eu não sei te ajudar, por que também estou ferida. Mas estou me curando.. Pouco a pouco.e voce? Vai ficar bem? Te admiro, de coração, e só espero que voce tenha tudo aquilo que tem medo de ter.

Adeus

Te amo, mas preciso ir

Uma pergunta

Eu deveria te procurar ou sumir? O que machuca menos?

Talvez um dia... Mas não agora

Hoje li seus poemas, nossas conversas, olhei nossas fotos. Lembrei dos seus olhos, do seu jeito de andar... Isso era o mais fantástico... Seus gestos.
Voce sabia que eu amava isso?
Te observar... Ser observada ...
Mas voce me machucou muito, tanto que eu não poderia mais viver contigo.
Te amar, no entanto, é diferente.
Sempre te amarei. O amor não pode ser morto.
Mas não volto pros teus braços.
Estou nos braços de outro.
Deve doer, saber disso ...
Acredito que doa.
Bem, voce entendeu como eu me sentia? Doía para mim também.
O problema é que estou feliz agora. Tenho algo com ele que nunca encontrei em voce. Mas nunca encontrei nele o que eu amava em voce.
Ainda sonho contigo.
Imagino que ficaremos juntos.
Mas não posso e, sinceramente, não quero.
Te perdoei, te amei, mas nada foi o suficiente para me fazer ficar contigo.
Algo deu errado.
Ainda sim... Se eu te visse novamente... Creio que te beijaria a boca
Pra sentir teu gosto, teu calor...
Acho que eu choraria olhando nos teus olhos e soluçaria agarrada à tua mão.
O que tivemos é nosso. Te amo. Amor, te amo muito. Muito mesmo.
Lembre que fui teu grande amor. Eu me lembrarei que tu foi meu primeiro amor.
Os poemas... Os segredos... O destino que traçamos juntos...
Um dia será memória.
Uma linda memória.
Te amo. Mas não posso ficar contigo. Nunca me entenderas?
Voce vai amar outra um dia. De maneira diferente, vai parecer errado.
E depois, voce vai amar de verdade.
E me amar ao mesmo tempo.
Vai se casar e ter filhos, mas ainda me amará e sonhara comigo... Infelizmente mais vezes do que deveria.
Só que nunca te dei a chance de me conhecer, de perceber que não sou tudo aquilo que voce criou na imagem dentro da sua mente. Ainda assim, sou seu grande amor... Já disse isso? Estou me repetindo!
É que... Amei outros depois de voce. E vi que nosso amor não estava certo.
Um dia voce poderá me perdoar?
Fui embora da sua vida por que parecia certo ir embora, por que ficar com voce parecia errado.
Te amo, mas não é certo ficar contigo.
Talvez um dia a gente se encontre em alguma esquina. Podemos tomar café, falar do passado. Escrever poemas, ir para a sua casa, nos amarmos sob o barulho da chuva e então eu irei embora de novo. Será doloroso...
Talvez eu volte no dia seguinte ...
Talvez não ...
Talvez eu sempre te ame.
Talvez voce nunca ame tanto quanto me amou.
Só que agora... Não posso estar com coce

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sempre...

Me apaixonei tantas vezes, tao perdidamente, de tantas formas.
Ah, se houvessem palavras que me permitissem explicar o quanto eu queria que cada promessa fosse eterna e real.
Se eu apenas pudesse entender...
Te amei, assim como amei a todos e assim como sempre amarei.
Não te veja especial, apenas entenda que te amo de maneira única.
Fecho os olhos e sinto seus dedos passando pelo meu rosto. Mas também sinto o toque de todos que já amei.
O meu "amor" é absurdo. É vulgar, doentio, compartilhado. É como uma orgia, cheia de caricias e desejos. Faço-te promessas, ouço tantas outras, durmo nos teus braços, pensando em todos os outros que também já amei.
Por que os outros amores deram errado? Por que o seu dá certo?
São coisas que jamais entenderei... Ah, se eu pudesse voltar no tempo e amar a todos eternamente ... Ah, se cada parte de mim encontrasse cada amor que tive.
O musico, o poeta, o atleta, o rebelde, o mauricinho, o anônimo incógnito, o platônico, o desumano, o perdido, o sonhador, o desesperado por uma vida utópica.
Pessoas complicadas, cujas vidas não ajudei a melhorar como deveria ter feito. Mas sou má? Não acredito que seja... Ao menos mostrei a muitas serem capazes de amar ..
Fiz? O que faço agora? Com esta palavras?
Tento mitigar a minha culpa?
Dar sentido as atrocidades que cometi?
Não sei ao certo, mas do alto da minha torre peço desculpas a todos que feri e quero dizer, uma outra vez, que amei vocês. De maneiras diferentes, mas amei. Todos. E sempre amarei. Se pegares minha mão, tremerei. Se olhares nos meus olhos, minha alma chorara dilacerada, por que eu eu voce não mais existimos.
Teremos de ser lembrança, por que não soubemos amar.
Lembrarei de voce com carinho a noite. De tudo que existiu, que criamos.
Meu amor não morre jamais, mas eu morro dentro do meu medo de ser feliz.
Acredito que agora eu esteja mudando... Não sei se aprendi alguma coisa, mas ainda não fugi.
Espero que voce esteja torcendo pela minha felicidade, como torço pela sua.
Hoje, vi teus olhos no rosto de um estranho...
Durmo contigo, no meu coração.
Sou eternamente tua.
Mas sou eternamente de muitos.
Perdão se não pude te dar o que voce merecia, não te dei o amor, mas eu te amo ainda. Nunca ficaremos juntos e nós dois entenderemos isso um dia.
Amo voce.
Mas não amo só voce.
Por favor, não me esqueça.
Sempre sua! Sempre...
Sempre do mundo.

Aprendi uma lição

Em 20/12/2012 escrevi isso:
So, today I got lost in Madri but them I just met this awesome French dude that not only helped me find my way back to The hotel but also walked me there. I was walking on the streets, those that only have half a million dollar clothes, with my hearth beating fast like hell. I was freaked out. Them I saw this guy really concentrated, watching his own steps and caring lots of things. But unlike the black tie workers that we usually see in airports , this guys looked healthy and happy. So, I stopped him talking in Spanish and he kept walking saying "no ablo" or something like that. I jumped and ask "English?". "Yes. You need help?" He answers. First of all I thanked him, with all my hearth. 
He have this cute way of speaking that mixed with the french accent is unbelievable. Anyway, his name is Cristian and he is a teacher that gives speeches around the world. Firm handshaking, caring books, cellphone, suitcase and coach. Also his clothes are cool. He dress them as he embrace the air, half open and really fresh. He smells like something you would absolutely but inside your house if you could. His laugh is like water crashing in the rocks, it doesn't just end, keeps floating in your head. Really great guy. I actually enjoyed walking some blocks in his company. And he told me a bit about himself as did I. We laugh in each others company and had a great four minutes conversation. See what I'm pointing out? This is the kind of guy that makes the world amazing as it is! Thank you, Random dude. You made my day better by being you. 

A poucos dias atras encontrei um senhor de mais ou menos oitenta anos subido uma lomba terrível enquanto carregava um ar condicionado. Me lembrei do cara que me ajudou em Madri. Acabei caminhando por meia hora com um aquecedor ... Ajudei ele a levar o aparelho até em casa. Uma casa simples... Muito simples. Ele perdeu a mulher no ano passado, foi uma luta terrível contra o câncer. E perderam. O amor da vida dele. Por quem ele foi casado por mais de 40 anos. Eu podia ter pagado um taxi pro cara. Não precisava ter caminhado tudo aquilo, mas nem o cara da história acima precisava ter me levado até o hotel. Mas as vezes é assim... A gente precisa de um ato de carinho, de uma conversa suave pra não perder as esperanças... Quando verem alguém na rua, olhemos verdade. Ajudem. As vezes o mundo precisa do seu amor. 

Garota de ouro

- E voce gosta de escrecer ?
- eu gostava. agora ja nao sei. todo mundo espera qe eu faca algo maravilhoso e magico
-acho que soh esperam que voce seja feliz e acham qe precisam te pressionar, para voce achar seu rumo, entende?
- esta do lado deles? Fora da minha casa. N te convidei para ouvir verdades 

Felicidade

Somos capazes de coisas magnificas, inimagináveis, magnificas. Todos nascemos fadados a viver. Não viver é meramente uma decisão que vai contra a nossa natureza.
Entretanto, esquecemos isso conforme crescemos e a vida vai nos tornando insensíveis.
Precisa-se de coragem para reencontrar a felicidade perdida da infância. Se acharmos amor, amigos e um bom trabalho. Seremos felizes?
Acharemos aquela felicidade perdida ?
Começa-se criando coragem de fechar os olhos e se jogar nos braços da vida.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dores e amores

Inevitavel humano, aceite o que a vida oferecer
Recebemos muito mais do que podemos aguentar
Por que é na guerra que se aprende a lutar

Meu mundo

Bem vindos ao meu mundo, a minha casa, ao meu humilde lar.
Inventei esta idéia louca, destorcida, desinibida... Aqui vamos todos arrancar as roupas e os sorrisos, fazer uma orgia de sentimentos e esperanças, entende? Todo mundo completamente nu, sobre um chão azul.
A gente vai riscar as formas das nossas mãos entrelaçadas e brincar de papai e mamãe, brincar de ser feliz.
Só que pra isso... vai ser dificil, amado. Vamos ter que acreditar no amor e fingir que a sociedade não existe.
Neste mundo legal que eu inventei não existe muita coisa não, é só a gente e um copo de vodka.


sábado, 18 de maio de 2013

Borboletas no estômago

Quando se apaixonava por algo, ficava em silencio por dias, até que conseguisse ter o que amava. Não abria a boca mesmo, por nada, com medo que as borboletas do seu estômago tentassem fugir pela boca.  Assim, acabava por mata-las sem ar...

Amor ...?

E se pudéssemos ficar aqui para sempre? Nesta mesma posição? Embriagando-nos com vinho barato e o seu charuto importado? Só nos dois... Afastando o mundo com beijos e carinhos? Soa brega demais para voce? 
Para sempre... Neste chão e com cheiro de sexo na pele?
Podíamos ouvir Mozart por horas. 
 Verdade é que nunca fui muito fã de Mozart. 
Aquele que mergulha as mãos no peito aberto dos seus próprios pais, tem como obrigação sugar o sangue do coração. Não basta as prazer, ter matado a carne, precisa-se sorver das suas propriedades.
Canibalismo de almas, se a sociedade matar o bem que existe em voce, e nada puder recupera-lá, ao menos se de ao luxo de escravizar as vitimas. O sofrimento que se aflige hoje, deve ser pago. Aos infames, cruéis e monstruosos não de moedas para que jamais atravessem os portões do limbo. Deixa que fiquem lá, comendo seus próprios corações e chorando em gotas de sangue a própria maldade

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dalila

Um cadaver com a pele arrancada sorri para mim do outro canto da sala. Um bafo quente com cheiro de carne podre assopra meu pescoço e morde minha boca.
Baltazar acaricia minha coxa, meu ventre e meus seios, a procura de energia. Rouba-me tudo que tenho, me deixa vazia, sobre a cama. Sozinha, completamente assustada, obrigada a me olhar no espelho.
A visão dói. Não tem fumaça de paixão ou euforia que cubra os defeitos e marcas.
É tudo real demais. Busco uma posição que me deixe mais agradável a vista, mas quando ando para tras encontro uma mão fria e ossuda contra minhas nádegas. A morte me estupra emocionalmente.
TIC TAC TIC TAC TIC TAC
O homem do tempo vai vir me pegar! Vai morder minhas canelas e arranhar minhas bochechas, vai perguntar os meus segredos e cheirar minhas calcinhas.
Paranóia de drogada. Sente-se perseguida.
Lucifer se aproxima e pega minha mão. Sentamos e ele me oferece uma tragada do seu cigarro. Dividimos um café e preparo biscoitos. Enquanto cozinho, fico em silencio, sabendo que ele me ronda. Depois de muito tempo comemos. Minha pele incomoda entao vou até o espelho. Deparo-me com meu rosto derretido como cera, os restos de mim na minha mão, em pedaços gosmentos. Não me apavoro, logo deixo de ver por que meus olhos somem da minha face.
Estou ali de frente com uma imagem terrível, sem ver nada.
Lucifer me beija na boca sem carne e me manda abrir as pernas.
Ficamos fudendo a noite toda, círculos de fogo descem e sobem na minha barriga. Quando ele termina se veste e vai embora. O dinheiro fico debaixo do meu travesseiro. Termino o que ele não terminou, minhas mãos encontram meu interior quente. Percebo, finalmente, que tenho pele de novo. Corro até o espelho.
Maças rosadas, pele brilhando de suor, cabelos esvoaçantes, olhos de gata. Linda, perfeita, sexy e com cheiro de transa.
Cubro -me com os lençois mal cheirosos e prometo ir dormir. Ao invés disso tomo mais uma pilula com whisky e corro até o espelho para me observar derreter.

Desapego?

Uma dose de desapego, outra de amnésia e tento fingir que não sei teu nome.
Tu não é de ninguem, mas eu sou de todo mundo
e exijo atenção de volta!
Quando eu vi que não te teria, que tu nao me teria, que nós nao teriamos nada: PARTI!
Mas parti dizendo que a culpa é tua.
E agora? Desapego?

querendo amores de verão

De tudo que escrevo... não sei quais partes escrevi por prazer ou por dor...
Sofrimento e confusão sempre me inspiraram mais do que alegrias e beijos...
Neste momento escrevo em meio a uma indecisao

Entre o que tive e terei... meu passado e futuro confundem-se! Quero mais do que a terra me deu.
Entretanto, nao quero alcançar a Lua e os Deuses, a torre de Babéu já nao me interessa.
Também nao busco conhecimento sem barreiras, Vathek que o procure sozinho.
Não tenho a beleza e imortalidade como ideais... Dorian Gray que aproveite.
Quero corações!
Milhões deles, batendo na minha mão.
Quero beijos na nuca, na mão, na boca.
Um dia quero...

Trocar segredos, olhar estrelas, recitar poemas

Ou quem sabe, em um humor diferente

Falar de livros, criticar politica, assistir filmes clássicos

e nas manhãs quentes
Ser beijada na barriga, tomar banho de piscina, tomar suco de morango

Quero amores diferentes, mas quero amores. Quero agora. Quero para mim. Quero para sempre.

E que Deus me ajude a evitar dualismos, por que só tendo a piorar...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Memórias guardadas

As vezes ela esquecia de tudo, até do próprio nome. Percebia que as pessoas continuavam cometendo os mesmo erros através dos tempos, que nada mudava. Diante desta estagnação, ela congelava. Sua mente virava um poço vazio. O silencio agarrava as paredes. Sem saber como se chama, ela vagou pelas caixas que guardava no quarto. Releu cada poema e música que escreveram para ela, olhou cuidadosamente todas as fotos, desenhos, bilhetes de amor. Passou os dedos por pétalas secas. Pressionou a mão contra as marcas da caneta no papel. Se apaixonou novamente por cada um daqueles garotos. Um a um, amou a todos de novo. Sentiu os cheiros, o toque da pele, o sabor dos lábios. Foi lembrando de quem era e de tudo que passara até ali. Guardou sua caixa de lembranças no fundo de algum lugar escuro e voltou a viver, fingindo que eles não tinham acontecido. Por que doíam demais

sábado, 27 de abril de 2013

Sem sentimentalismo forcado, por favor

Ela soube, pela primeira vez, que não se envolveria romanticamente.
Depois de anos de desventuras, promessas, segredos e carinhos, ela soube que jamais o teria.
Ele não era dela, não era de ninguém e muito menos de si mesmo. Ele pertencia ao mundo, mas não controlava-se. Ele criou uma solidão que cegava-o.
Ela não era dele, jamais seria. Ele importava demais, era útil demais, para torna-lo um alvo da sua teia, da sua vida. Ela havia deixado de acreditar nos sentimentos.
Tinha um respeito de pupila por ele, uma admiração de crente, um carinho de amiga, um cuidado natural. Infelizmente ou felizmente, não existia nela vontade alguma de tentar muda-lo, salva-lo de si mesmo.
Havia uma relação entre os dois, mas algo que não abria espaço pra romantismo.
Entretanto...
Um momento de entrega não faria mal a ninguém.
Estaria sujeita a ser julgada. Deporia nua sobre um tribunal. Ele teria acesso a algo que ela não gostava em si mesma, seu próprio corpo. Sabia que ele a via sem a névoa da "paixão" nos olhos, ele a via puramente, sem ilusões. Veria as marcas de uma vida. Ele não saberia a importância que tinha para ela o seu corpo. Não pensaria nisso, não teria delicadeza em julga-lá.
Ela sabia que seria terrível para seu ego, mas parecia certo, mesmo que não fosse.
Mesmo que não levasse a nada.
Mesmo que aceitar um beijo sem romance fosse a ruína dela.
Ele ainda a destruiria ...
Mas, quem era ela para se importar? Não tinha controle de quem era, mas contanto que não tivesse de fingir um romance, apesar dos defeitos que ele notaria, estavam todos... Bem... Respirando ainda

"Aquele" sentimentalismo

Ele dizia não querer a solidão, mas havia se apegado a ela. Tinha medo de perder sua solidão ...
A garota estava deitada perto dele, movendo seus dedos pela pele do rapaz. A luz incidia de leve sobre eles. Era tudo levemente agradável. Sem pressões ou promessas.
Subitamente, ele se afastou. Chegou a ficar pálido, as pupilas dilataram. Pareceria ter encarado algo assustador. Ela notou:
- O que foi?
- É este ambiente ... Parece tão... Sentimental !
- Meu caro - ela sorriu e encarou-o nos olhos, mudando de posição - Eu não nutro sentimentos por ti. Tu pode dizer o mesmo sobre mim. Jamais queremos, teremos, um romance. Estamos aproveitando um ambiente. Gosto de cenários. Não me importa os personagens.
Por algum motivo, que só quando ela chegasse em casa e estivesse sozinha ela entenderia, ele não se importou tanto com a idéia de não ser importante quanto se importava com a idéia de se apegar.
Ele sabia que sua importância era diferente daquilo. Nunca teriam "aquilo" e os dois estavam morbidamente contentes com esta realidade.

Liberdade

O ambiente era agradável. O vento balançava as cortinas transparentes, a casa tinha um cheiro de lojas esotéricas. Um cheiro que ela gostava... Na parede um quadro que dizia mais do que um quadro podia dizer. Este quadro estava posicionado no meio da sala, sobre o sofá e de frente para a rua, na mesma posição que um crucifixo com o magrelo pendurado ficaria.
Ela caminhou por todo o ambiente, absorvendo o aroma de gente que aquela casa exalava. O lugar respirava debaixo dos seus pés.
Sentiu a presenca dele, observando seus passos, vasculhou os CDS, sentiu o chão, tocou nas paredes. Era uma casa. Não uma casa espaçosa e irreal como a sua. Era uma casa que tinha a bagunça de uma casa. A confusão organizada, o cheiro de vida misturado com velas aromáticas.
Dentro daquela casa tudo era possível.
Até mesmo um breve momento de liberdade de si mesma.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Por que sou quem sou?

Não me falta nada.
Sou tudo que sou graças a mim e aos outros. Os erros, acertos, conselhos. Não agradeço cada palavra importante, cada beijo na testa, cada olhar de compaixão.
Também, me arrependo de muitos amores.
Sinto uma dor imensa por todos os amores que não correspondi.
O que, porem, eu poderia fazer?
Que culpa tenho se não sei amar?

Bad girls go wherever the fuck they want - Garotas más vão para onde diabos eles quiserem

I'm trying to prove that I am good enought for you, but damn, I am no good for myself. Poisoning my glass and the licked pages of my books I am killing, piece to piece, the humanity that I have left. But don't believe for a second that I don't seek for hapiness, I even want to be happy, but the happiness of being imortal, not the real kind of happiness.
Forget the love from love songs, I wanna love knocking my head against the wall, with my stomach pressed to the cold floor of a public restroom, smoking rock and roll. Falling to my knees, breaking my bones one by one, waking up in the morning without knowing her and his name's. Pictures of my ass traveling around the web, but my face remaining unseeing.
A dirty sex, no love, bussiness sex. A unbarable, unbelivable, platonic love. My control is controling you, here, hold my chains while I bite the ones around your hand. If we are all born to die, I wanna die in a throne above the sky, so my blood can rain in the skin of the remains. I wanna die listening to my voice and everyone's cries because they loved me so much. I will die knowing that I was the only living one. And if I die without living a fucking single day, its ok, I will forever have that moment of sin between my flesh and yours.



Tento te provar que sou boa pra você, mas, porra, não sou boa nem pra mim. Enveneno o meu próprio copo e as paginas do meu livro e mato, pouco a pouco, a humanidade que me resta. Mas não pense que não quero ser feliz, feliz até quero, mas quero mesmo é o feliz de ser imortal, sem ser feliz de verdade.
Esquece o amor cantado no axé, quero amar batendo a cabeça contra a parede, com a barriga contra um chão sujo de banheiro de posto de gasolina, injetando rock and roll na veia. Caindo de joelhos, quebrando os ossos um a um, levantando na manhã seguinte sem saber o nome dele, sem saber o nome dela. Fotos da minha bunda circulando pela internet, mas meu rosto ninguém vê.
 Um sexo sujo, sem amor, pragmático. Um amor inconcebível, platônico e inadimissivel. Meu controle é controlador, você segura minha corrente e eu mordo todos próximos a tua mão. Se todos nascemos para morrer, quero morrer em um trono acima das nuvens, pro meu sangue chover na pele dos que ficarem aqui. Quero morrer ouvindo minha voz e que todos chorem por que me amavam demais. Vou morrer sabendo que só eu sabia viver. E se eu morrer sem viver um maldito dia, ta tudo bem, ainda teve aquele momento de pecado pecador entre eu e você.


domingo, 21 de abril de 2013

Sabedoria...

Eles entram, procriam e morrem. É isso que gosto neles.
Charlei Sheen falando sobre esquilos, mas podia muito bem estar falando sobre a humanidade...


Nosso mundo

Os cenários, todos, eram lindos. Montados para um típico romance de Hollywood. As escadarias certas, as sombras, os parques, as cafeterias e ruas lotadas. Ela conseguia enxergar toda a encanação que pudesse usar a seu favor. Ele percorria os mesmos caminhos que ela, ingenuinamente. Quando ela marcava um lugar, um alvo perfeito, ele já havia sugerido o mesmo lugar. Sem controle algum, ela ficou vagando no espaço ao lado dele.
Munida de toda a coragem que encontrou e nem sabia que tinha, ela escorou seu ombro no dele. No inicio, ele nem parecia ter percebido. Ele não sabia quão grande era esse esforço para ela, por um segundo encostar em alguém por que queria e não por que a situação que ela montou exigia isso.
As palavras não saiam direito, não tinha mais cenários, roteiros e holofotes. Ela margiava o canto do palco, sendo obrigada a ser alguém de verdade na própria peça. Sua personagem ficou jogada ao seus pés enquanto ela foi jogada em cena. "O que eu digo agora?"
E não disse nada. Escreveu. Olhou para ele.
Ele percebeu a confusão dela e concordou com o olhar.
Mesmo sem papeis marcados, eles tinham uma breve idéia do final.
Ela precisava de muitas pessoas. Ele não se cederia ao mundo.
Ninguém podia te-lo, por que ele não era de ninguém.
Ninguém podia te-lá, por que ela não aceitaria ninguém.
Mesmo sem ser do mundo, juntos podiam domina-lo

sábado, 20 de abril de 2013

Se sou louca

Não sei se sou louca ou se são os outros. Não comecei guerras por religião, não explodi crianças no Oriente, nao marginalizei famílias ou idolatrei cantores e esportes, nem criei bombas nucleares. Os loucos são eles. E quando não consigo me convencer disso, pergunto as vozes na minha cabeça. Elas me dizem que tenho razão.

Libertador

Ela encostou a arma contra o peito dele e ordenou:
- De joelhos.
Ele focalizou os olhos dela. Então, riu. Riu da cara dela como nunca havia rido antes.
Ela ficou observando-o. Isso nunca havia acontecido ! Ela repetiu:
- Ajoelhe-se!
Desta vez ele riu tanto que mal se equilibrava. O sorriso dele era de deboche, mas não a ofendia, apenas impressionava. Gentilmente retirou a arma das mãos dela.
- Bem... Se é assim - ela falou - O que faremos agora?
Ele deu um tiro no relógio que estava acorrentado ao pulso dela e respondeu:
- Agora o que diabos quisermos.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Relojoeiros

A sala esta tomada por uma fumaça quente. Sua pele arde com o calor e a roupa colou ao seu corpo. Uma gota de suor escorre pelas suas vértebras de maneira desagradável. Seu peito ofega. O relógio esta parado. Seus sapatos sujos de sangue. Seu cúmplice tira o relógio quebrado das mãos dela e toca seus lábios próximo aos dedos da garota, sustentando-a pelo pulso e por um beijo na mão.
Ela sente suas costelas pressionarem sua pele como se tentassem escapar de dentro dela. Ele se aproxima e posiciona seu corpo contra o dela, uma das mãos sobre os doloridos ossos que tentavam fugir. Como em toda vez que ele se aproximava ela sentiu-se provocada e intimidada. Tinha sempre mil vontades com ele, sonhos que ela não ousaria repetir em voz alta, mas sua tensão era muito maior. Não conseguia mover-se para longe ou para perto quando ele se aproximava demais. Geralmente ficava a admira-lo em um silencio respeitoso, o olhar e os lábios. A maneira de se mover.  Os gestos, a risada, a voz... Acima de tudo, o sorriso.
A profundidade que compartilhavam e a alegria a que ele se entregava... Tudo era fantástico na sua visão. Pedia mentalmente que ele a beijasse, mas não o deixava beija-lá. Quase nunca.
Ele manteve a mao pressionando-lhe as costelas. Ficou ali, segurando-a por um tempo até que enfim ela recobra o fôlego.
- Deu?
- Deu. - ela respondeu
E então, tão rápido quanto quando ele chegou, ele se afastou. Tiraram o relógio quebrado da sala.
-Minha vez? - ele perguntou
- Não. - ela sorriu cutucando-o para saber se ele ainda estava ali - É minha vez ainda.
Ele resmungou alguma coisa, um pouco revoltado, mas era mesmo a vez dela. Ele colocou sobre a mesa o saco preto. Ela aproximou o ouvido. Tic tac. Ouviu.
- Machado
Não era uma ordem. Era um pedido. Não tinha a delicadeza de um, mas eles se entendiam.
- Machado, minha cara? Não é um pouco ultrapassado ?
- Machado. - ela repetiu.
Quando tomou o Machado mas mãos, a música já havia recomeçado. The killers, pra variar um pouco seu repertório. Bateu varias e varias vezes.
Ele poderia ter segurado-a pelos ombros, pedir que ela aproveitasse mais o momento, mas viu que o que ela fazia era necessário para ela. Quando ela terminou, o relógio jazia despedaçado sobre a mesa. Ela limpou o sangue que escorrera do seu nariz e olhou para ele:
- O que te impede de ser o próximo relógio?
Ao que ele respondeu:
- sou mais útil vivo.
- sua vez.
- minha vez.
Ela trouxe outro saco preto. O relógio batia dentro do peito da mulher. Seu cúmplice observava. Deixou que a garota tocasse o corpo frágil da mulher sobre a mesa por um tempo. Enfim, pediu:
- Bisturi.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Beijos

Muito se esconde em um beijo. Ate nos beijos de quem tem medo de beijar.

Pesadelo

A solidão perturbava sua vida de uma maneira que ela nao poderia descrever. Tao pouco havia procurado uma solução para isso. Relações vazias nao adiantariam e algo real poderia machuca-lá. Decidiu por ser sozinha. Nao abraçava a solidão, NUNCA! Tinha sempre placebos. Mil placebos. Seu ego precisava ser alimentado. E a culpa? Sentia, mas era una cleptomaníaca de corações que preferiria abandonar a ser largada. A culpa nao superaria o seu medo de ser abandonada.
Dormiu cedo, pensado em tudo isso.
No sonho, sangue entrava pelas paredes do quarto e a afogava, a comida estava cheia de vermes e da sua pele saiam feridas enormes que afastaram todos. Ela nao acordou apenas assustada, estava mortalmente apavorada. Sentia a pele arder e nao consegui respirar. O sangue das suas vitimas infiltrou-se na sua alma.
Choraria, se soubesse como.
Chamou pela sua mae. A casa, silenciosa, absorveu o grito nas paredes anti-ruído. Melhor assim, ou sua mae ficaria irritada por ter sido acordada.
Esticou-se para o relógio. Havia dormido alguns minutos. Olhou para as mensagens do celular. Nada satisfazia-a por completo. Nao podiam dar-lhe o que ela queria. Nem ela sabia o que queria.
Uma das mensagens chegou perto de ajuda-lá.
Entao, voltou a mergulhar no sangue. As paredes ainda a sufocavam em seu inconsciente, mas ela sentiu, pela primeira vez em sua vida, que podia contar com alguem.

Lábios de nicotina

Continuo a desenhar ate achar na figura tudo que representas...
Desenho sem encontrar o que procuro
Falta algo, nao em ti.
Falta em mim a capacidade de te dar o que tu merece.
Nao fique tao a mercê da minha maldade,
Nao sei o que faço, quando estou ocupada fazendo.
A vida é tua, como tu sempre diz
Nao posso decidir por ti
E, mesmo que pudesse, tambem nao quero
Te salvar de mim.

Parar o mundo

Estao em momentos diferentes. Fora isso, é esquisito.
Mas no meio da anormalidade que construíram, encontraram uma maneira de parar o mundo
Por um segundo

Ate que algo aconteça

Compartilhavam deste afeto, de uma maneira estranha, entendiam-se. Nenhum acreditava na própria salvação. Viam nos olhos dos outros o reflexo dos seus piores monstros e aceitavam no outro o que admiravam e temiam em si mesmos. Sabiam disso, conscientemente. Sabiam que havia uma compreensão, admiração e desejo de aprender um com o outro. Mas, isso era tudo que sabiam.
Em um destes momentos, onde o céu avança sobre a terra como se prevesse o fim do mundo, eles sentiram-se sozinhos como nunca antes. Apagar este sentimento era fácil. Havia um plano. Ele atravessou a distancia entre eles, sem pensar no que fazia.
Ela fugiu, assustada, mas nao era o súbito interesse dele que afastou, o que o fez foi a percepção de que ele sabia exatamente o que ela pensava. Ela avançou sobre ele. Seus desejos, porém, confundiam-se com o medo.
Medo das pessoas. Medo de fazer alguma coisa errada. Medo de perder a imagem que ela construiu ou, indescritivelmente  pior, medo de perder o que eles construíram.
Mas eles tinham tempo. O mundo nao acabaria naquela noite e eles tinham todo o tempo do mundo.
Ate que algo acontecesse.

Notícias de hoje (15 de abril)

"Vamos lá", sussurrou dentro da mente dele, "Faça o que tem de fazer"
A fome agarrava suas entranhas como se dentes dilacerassem seus órgãos. A dor era tao intensa que ele achava que nao poderia agüentar mais nenhum segundo que fosse. Sua pele queimava em determinados pontos. Eles sabia o que tinha de fazer. Nao era um plano perfeito, mas era um plano satisfatório.
"Isso!", a voz gemeu. Concordando.
Ele estacionou em um ligar qualquer no meio de lugar nenhum e passou a caminhar. Estava determinado. Faróis de aproximaram ao longe. O carro nao parou com o seu sinal. Pouco tempo depois havia conseguido que um taxi parasse.
Sentou-se no banco de tras e passou um endereço meio incerto. Dirigiram por algum tempo, quando estavam perto de parar, a voz murmurou:
"Agora, amado!"
E ele sacou a arma. Deus dois tiros na cabeça do taxista e encondeu o corpo em uma vala. Dirigiu um tempo e entao abandonou o taxi
Dentro da cabeça dele, Lilith sussurrava;
"vamos lá!", e gargalhava, "faça o que tem de fazer".



Foi preso o serial killer de 21 anos, Luan da Silva. Porto Alegre. 15 de Abril

domingo, 14 de abril de 2013

Temos razão

E vamos provar para o mundo
que o próprio mundo está errado,
esta na hora de mostrar 
que o que eles inventaram não existem,
diga "hey!", diga "ho!",
vamos dominar o mundo!

Beijos na mão.

Beijos na mão.
Beijos na mão?
Sim, beijos na mão!
Foi um beijo na mão.
E o que é um beijo na mão?
É aquela prova efetiva de admiração e afeto mútuo.
É uma forma de reconhecimento.
Um obrigada,
 um elogio disfarçado de beijo na mão.

E um dia, de volta, realmente ou metaforicamente, te beijo a mão.
Por que, de todas as pessoas que conheço, só tu merece um beijo na mão.

Relacione


Ela tinha medo de dizer algo 
que fizesse que o que foi dito
soasse como algo mais,
Embora não fosse,
por que o que ela pensava
sobre o que eles tinham
era muito mais importante
do que o que as pessoas buscam
entre promessas e contratos.

Entre a fera e o genio

Ela era uma pessoa complicada, admitia isso, mas os outros não percebiam. Quem quase percebesse, era empurrado para longe. Por isso, ela surpreendeu a si mesma ao se ver, na maior sinceridade, deixando-se ver. Ele ouviu atentamente, as manias, vicios, medos, lamentaçoes. Parecia se importar, mas ela mantinha um pé atras. Estava, morbidamente, contente. Satisfazia-se com as conversas entre os dois,  a simples presença dele já era boa o suficiente. 
Ele parecia um tipo de pessoa por quem vale a pena se arriscar. O verdadeiro lutador, sempre entre a fera e o gênio. Os dois lados eram fantásticos. Ela não podia decidir. 
Tinham um relacionamento estranho, admitia-se. Conversavam sobre coisas da qual não falamos nem a nós mesmos. Era um vício ouvi-lo. Não gostava de afastar-se dele. Sentia-se como uma aluna, aprendendo a falar o que haviam dito que ela calasse.
Ele instigava-a, muitas vezes, a iniciar uma revolução dentro da sua mente. 
E por vezes, barrava-a dentro dos limites de uma moral própria.
 Os medos dos dois eram diferentes. 
Ela sentia-se imensamente grata pela existencia do rapaz, mas não conseguia achar meios de retribuir.
Ele dizia o mesmo sobre ela.
E continuavam assim, duvidando, questionando, arriscando... Não eram pessoas normais. Oscilariam muito ainda. Faltava a eles uma confiança admitida. Tinham muitas coisas a serem discutidas, perguntas. Nem sempre se compreendiam, embora compreendessem o mais dificil de compreender. Compreende?
E ficavam assim
Trocando idéias
selvagens
e brilhantes
Dia-a-dia entre a fera e o gênio. Conviveriam.
Existia muito a ser dito.

Voando só

Lila via-se de maneira diferente a cada segundo. Toda vez que passava na frente do espelho, já havia tornado-se uma nova pessoa. Cabelo, maquiagem, expressão, sentimento, vestiário... NADA durava mais do que um dia. Sonhava em prender-se a algo, na sua utopia uma corrente a prenderia ao mundo. 
Sonhava em pousar, mas não conseguia. Tão logo se prendia a algo, precisava urgentemente arrancar as amarras e sair voando. Partia-lhe o coração ir embora, mas também não conseguiria ficar. 
A cada vez achava que conseguiria AMAR. Amar de verdade.. Mas nunca era amor, era sempre outra coisa. 
No fundo sentia um pouco de felicidade ao deixar os outros para tras. Isso dava-lhe poder. O que doia, doia mesmo, era voar sozinha.
Mesmo assim sonhava, com o dia em que algo diferente aconteceria, e alguem a seguraria pelo pulso quando ela tentasse voar. 


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Devaneio

Deitou contra o lençol. A água ainda escorria dos seus cabelos, a pele úmida abraçou com um arrepio o tecido sob ela. A mão correu pelo corpo, brincando de apertar as marcas e cicatrizes com a ponta dos dedos. Agarrou-se a memórias recentes e recusava-se a dormir. Travando um duelo consigo mesma, acabou por adormecer nua com as janelas abertas. O vento frio pegou-a nos braços e a levou embora, junto com as nuvens, para bem longe dali.

Aprisionados ao tempo


O dia em que os demonios foram aprisionados no relógio, os anjos dormiram, enfim. Os prisioneiros, mergulhados em um infinito barulhento, rangiam todos ao mesmo tempo. Condenados, girando nas agulhas do tempo, sentiam uma mórbida sensação de prazer. Era como se um calor subisse-lhes pela virilha delicadamente a cada oscilar do ponteiro. Presos ao tempo, pensar tornou-se estupidez, presos ao tempo, agrava-lhes o aquecer das intimidades, presos ao tempo, viviam como animais... ou pior... como humanos...


Pronta pra me defender!


Chicago


Estava entediada e eu tinha figurinhas do Harry Potter


Where my demons hide


sexuality


Beber, dirigir e se matar


Desenhos....

















Madrugada

Este horário me dá uma vontade de louca...

QUERO COMER CHOCOLATE, OUVIR MUSICA ALTA, TROCAR DE IDÉIA E USAR SALTO ALTO

Faz com que eu me solte

DECIDO

 COMEÇAR UM CURSO, DESISTIR DA ESCOLA, DESLIGAR A TELEVISÃO, INVADO PENSAMENTOS, QUEIMO FOTOS, ME AGARRO A URSOS DE PELÚCIA E DECIDO APRENDER MANDARIM

troCo dE rOuPA, tiRo a ROUpa E lArGo o mUnDo dE mAo




Labirinto

Cristine correu pela sala escura, tateando as paredes. Uma cortina de plástico grudou no seu braço fazendo-a gritar. O barulho alto aproximava-se, a musica tocava no fundo. Ela sentia a canção de ninar impregnar na sua pele, o chiado do rádio velho arranhava seus ouvidos. Duas formas altas encaravam-na ao longe. Ela correu na direção contrária, os cacos de vidro dilacerando seus pés descalços. Ela berrava de dor, agarrada ao que surgisse no seu caminho. Uma mão apoiou-a. O rosto retorcido aproximou-se do dela. Cristine empurrou a monstruosidade que se aproximara dela e caiu sobre degraus. Rastejou até achar novamente um piso sólido, no andar seguinte. As tábuas estavam cobertas de sangue e ela podia ouvir uma serra elétrica ao longe. Gargalhadas cercavam-na provenientes de todas as direções.
Sua própria mente debochava dela. O que fazia ali? Por que passava por tanta dor e sofrimento? As formas ao longe não se moveram, mas uma luz piscou atras delas, revelando mãos erguendo facões. A menina continuou correndo pelo labirinto, para longe das formas e dos barulhos. Uma porta era visível atras de um enorme armário. Com muita dificuldade ela encontrou uma maneira de empurra-la o suficiente para abrir a porta. Do outro lado, um jovem encarava-a com olhos aflitos. 
Cristine colocou as mãos sobre os lábios para não gritar. O garoto afastou-se o maximo que pode dela, em estado de choque.
- Calma. - ela sussurrou - Vamos sair daqui juntos.
Estendeu a mão para ele, que segurou tremendo. Ela guiou-o cegamente por entre facas penduradas e manequins mascarados. 
- Alex - ele balbuciou, quase chorando - Meu nome é Alex.
Cristine não conseguia determinar a idade dele. Parecia mais velho do que ela, mas naquele ambiente... quem saberia dizer? 
- A janela. 
Ele apontou na direção contrária que ela o guiava.
- Não sabemos em que andar estamos, Alex. 
- Eu sei. No terceiro. 
A esperança foi trocada naquele aperto de mão, enquanto atravessavam a sala correndo. Mãos enormes conseguiram alcançar a garota antes que ela percebesse que era só uma luva. Empurrou os diversos objetos pontiagudos que caíram sobre ela. Teve de arrancar uma faca que agarrou-se a sua coxa. 
Uma cabeça humana caiu entre os dois e Alex a chutou com uma expressão de nojo. Cristine segurou a vontade de vomitar pela quarta vez naquela noite.
A luz da janela tornou-se visível a medida que eles corriam pelo corredor. A garota prendeu o pé em alguma coisa e teve dificuldade de movimentar-se descalça sobre a pilha de orgãos (provavelmente humanos) que se aglomeravam ao seus pés.
A música aumentou e ficou mais lenta a medida que alcançavam a janela. Ela esticou a mão em direção ao trinco e uma lamina decepou sua mão. Urrando de dor, ela caiu nos braços de Alex. Ele arrancou o fio que estava preso ao trinco usando um objeto (um osso talvez) que juntou no chão. Empurrou a janela com o pé.
A neblina subia até eles. O ar frio entrava e acariciava-os.
A serra elétrica aproximou-se. Alex enlaçou a cintura de Cristine e pulou da janela. Usou seu próprio corpo para amortecer a queda dela. Ele tinha razão, a altura não era muita, mas o suficiente para dificultar que eles fugissem antes que fossem perseguidos. Ajudaram-se a levantar e correram para dentro da mata.
Longe do labirinto, na beira da estrada, imploravam por ajuda. Ao longe, ouviram um motor. Aproximava-se um caminhão com uma velocidade alarmante. Correram para mais perto da faixa.
Alex empurrou-a.
Na frente do caminhão.
O corpo explodiu.
Em vários pedaços.
E ele sumiu 
dentro da mata.

Bem-vindo

Quando a chuva começou a cair, Will nem ligou. Cruzava a cidade com a precisão cirúrgica que se corta um corpo. Conhecia o caminho e encarava o chão, sempre os mesmos passos. Alguma coisa impediu-o de pegar o onibus aquela noite, talvez um tipo de consciencia interna ou divina, mas isso não mudaria seu apreço pela solidão pacifica que aquela noite proporcionava.
Não conseguia evitar a onda de pensamentos e conclusões que tomavam-lhe o corpo, grudando a sua mente como as roupas grudavam na pele fria.
O ar não era completamente macabro... Algumas ruas adiante seu caminho seria iluminado na movimentada avenida. 
Uma sombra aproximou-se. Com um guarda-chuva em punho, um velho de terno tirou de Will toda a sensação de leveza e liberdade. Fora protegido da chuva, como se dependesse da ajuda de alguem. 
Não pensou, apenas se afastou, rápido, em direção a rua errada. Errou a saída seguinte e parou atrás de uma garota que carregava os sapatos nas mãos.
Seu coração parou de bater. Havia nela uma aura que inspirava finais. Um balançar de ombros que clamava por ele. Esgueirou-se sorrateiramente pelo seu corpo a vontade de cumprir o que seu instinto mandava.
Aquela fome específica era tudo que latejava em sua mente. 
A negação de uma moral era algo que não preocupava-o, naquele momento a moral era aquela. Tudo estava certo, perfeitamente encaixado. A menina batia os pés nas pedras, respingando água em todas as direções. 
Will era silencioso. Um sorriso felino brotou dos seus lábios, apressou a caminhada, mexia no anel sistematicamente. Queimava-lhe a garganta toda aquela convicção.
Agora muito pouco o separava do que tinha de ser feito. Ele sentia uma calma interna ao mesmo tempo em que uma agitação movimentava-lhe o corpo com mais velocidade. 
Sentiu a garganta secar, sua voz sumiu com as gotas de chuva que lavavam seu rosto. O cabelo tapava a face e nada podia protege-lo de si mesmo.
Ela parou de caminhar na frente de uma pequena casa amarela, entao entrou e fechou a porta atrás de si. Will ficou observando por um tempo. Sentia-se fraco por não ter seguido sua intuição. Seria tão fácil passar as mãos em torno do frágil pescoço da garota. Derrubá-la no chão e amarrá-la a mesa. Cortaria a carne, pouco a pouco, sentindo cada deslizar de sangue. Ela iria gritar e implorar. O mais importante, porém, é que ele teria o poder sobre ela. Cada respiração que a garota quisesse dar teria de ser autorizada por ele, os pesadelos dela seriam sobre ele e o momento que passariam juntos.

A porta abriu novamente. A garota surgiu, ainda descalça, no vão da porta. Ela sorriu:
- Você não vem?

Revoltada

Ele percebeu o súbito interesse da multidão. Intercalou sorrisos e longos olhares enquanto desfilava suas idéias pelo recinto. Da aceitação a revolta, diversos sentimentos tomaram o lugar. Ao fim do discurso, virou-se para si mesmo, sem prestar atenção na reação das pessoas. Estas pouco importavam. Sua missão era apenas dizer o que precisava ser dito, não estava ali para converter ninguém a sua filosofia de vida.
A atmosfera ao seu redor, portanto, pesou.
A garota ao seu lado tomou as dores da revolta que iniciava-se. Em descontentamento, alguns se opunham ao raciocínio apresentado. Nervosa, ela ergueu a voz. Não sabia o que falava, mas teve de falar alto e com convicção até que o último murmurio cedeu a sua voz.
Como alguem ousaria questioná-lo? Quem estes malditos insetos achavam que eram para negar a palavra de alguém tão sabio?
Eles que queimassem no inferno das próprias convicções, sem ter coragem de pensar sobre o que o rapaz havia exposto. O discurso abriu uma caixa que não deveria ter sido aberta diante tamanha estupidez.
A raiva curvou os lábios da garota, um opacidade de ódio ardente queimou seus olhos, cada músculo do seu corpo contraiu-se.
Seu pequeno acesso de raiva não passaria despercebido por ele. Ela tambem não se importava. Gostava da presença dele e das suas opiniões. Que assim fosse, se tivesse de ser. Ela não negaria os fatos:
Sabia que, a partir daquele momento, ela teria de falar a verdade...


Uma história

Ela provocava com a ilusão de que era apenas aquilo. Intercalava futilidade com uma verdadeira profundeza emocional. Contentava-se em ser apenas interessante. Descobria, com imensa tristeza, não ser imortal.
Sobre ele... digo que há uma faca explicita no brilho dos olhos. A voracidade da sua alma selvagem é visível no seu incontentamento. O seu encanto surge do lado sinistro.
Aproximaram-se com uma espécie de expectativa controlada... surpreenderam-se. Tinham um sonho em comum: o pesadelo dos outros.
O plano deles incluía não negar a própria loucura e apoderar-se das dores alheias. sugando o que fosse lhes oferecido.
E assim começa um novo capitulo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Separamo-nos

Amor, amado, querido amigo, não correspondido,
Falta em ti a coragem de crescer ...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dance

DANCE





mas, não dance para ninguém,

Dance para si mesmo, 

rodopie em torno dos seus sonhos,
não faça duetos com quem não sabe cantar,

Não apresente para o publico errado,
não coma demais antes de subir ao palco,

Deixe-se ofuscar pela luz dos holofotes,
mas não perca a humildade,

JAMAIS DESÇA sob vaias,

aplauda a si mesmo,

caia,
levante,

Use sapatilha, bota, pés descalços, patins, all star,

adapte-se a música

e quando as cortinas fecharem

estará pronta
para agradecer ao público



"Troque o título DANCE por VIVA e adapte o texto a isso. deveriamos."


Paixões de rotina

As vezes acordo decidida a me apaixonar, faço planos com pessoas invisíveis, prometo mudar, melhorar, crescer. Sorrio para todos e brinco com o cordão do calçado.

Então, 

me olham torto,

 e fico tão perdida! 

Foi-se meu dia perfeito! 
Tão facilmente abalável... Me vingo! 
Obviamente... mostro a lingua pra eles.
Ousam dizer "Quem mostra a lingua pede beijo!"

Beije, ora, pois. Salve meu dia! Onde já se viu? Loucura dessas? Viver um dia INTEIRO sem morrer de amor?

Que seja, pelo que for! Um doce novo, um cachorro alegre, um abraço eterno, um livro com cheiro de livro! E que seja por tudo isso.

 Apaixone-se pela simples idéia de se apaixonar.