A crítica escrachada em um humor forçado
No cenário de discussões
políticas que vem se expandindo cada vez mais com a globalização, o ator Sacha
Baron Cohen fala sobre uma causa nobre em tempos obscuros, na sua maneira
vulgar. Fugindo do politicamente correto
com um humor corrosivo, Sacha interpretando o tirano Aladeen no filme “O
ditador”, lançado em 16 de maio de 2012, não tem preconceitos na hora de
criticar. Todos são satirizados.
O enredo não é muito (NADA!) original , um estrangeiro chegando aos Estados Unidos e se envolvendo na cultura
de massas para no fim se reinventar assimilando idéias típicas do modelo de
pensamento norte-americano. O roteiro é repleto de piadas de mal gosto e
termina com um discurso piegas aonde o ditador Aladeen conclui que apenas o
amor e entendimento cessarão os conflitos entre os povos. Momentos de reflexão
são constantemente interrompidos por um humor ácido e forçado, mas mesmo assim
a mensagem consegue ser passada.
O que Sacha Cohen fez neste
filme foi expor a ineficácia do totalitarismo, referencias fortes a ditadores
como Saddan Hussein e Muammar Kadafi, e também da democracia. A idiotização dos
norte-americanos por pouco não é o foco do filme, Sacha conseguiu mostrar a
opressão e a hipocrisia do modelo político democrático. A ONU é exposta como uma organização ao
serviço dos Estados Unidos.
Contestador da política,
cultura e das organizações sociais, o filme reúne tiradas muito inspiradas e
com potencial crítico que dividem espaço com situações de mau gosto e sem
significado real abrangendo diferentes pessoas. Desde os fãs dos filmes de humor
“trash” de Sacha Cohen às alas conservadoras e liberais, o filme não poupa
ninguém e as criticas são claras e facilmente assimiláveis.
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