quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um novo olhar sobre a Terra do Tio Sam - crítica

A crítica escrachada em um humor forçado
No cenário de discussões políticas que vem se expandindo cada vez mais com a globalização, o ator Sacha Baron Cohen fala sobre uma causa nobre em tempos obscuros, na sua maneira vulgar.  Fugindo do politicamente correto com um humor corrosivo, Sacha interpretando o tirano Aladeen no filme “O ditador”, lançado em 16 de maio de 2012, não tem preconceitos na hora de criticar. Todos são satirizados.
O enredo não é muito (NADA!) original , um estrangeiro chegando aos Estados Unidos e se envolvendo na cultura de massas para no fim se reinventar assimilando idéias típicas do modelo de pensamento norte-americano. O roteiro é repleto de piadas de mal gosto e termina com um discurso piegas aonde o ditador Aladeen conclui que apenas o amor e entendimento cessarão os conflitos entre os povos. Momentos de reflexão são constantemente interrompidos por um humor ácido e forçado, mas mesmo assim a mensagem consegue ser passada.
O que Sacha Cohen fez neste filme foi expor a ineficácia do totalitarismo, referencias fortes a ditadores como Saddan Hussein e Muammar Kadafi, e também da democracia. A idiotização dos norte-americanos por pouco não é o foco do filme, Sacha conseguiu mostrar a opressão e a hipocrisia do modelo político democrático.  A ONU é exposta como uma organização ao serviço dos Estados Unidos.

Contestador da política, cultura e das organizações sociais, o filme reúne tiradas muito inspiradas e com potencial crítico que dividem espaço com situações de mau gosto e sem significado real abrangendo diferentes pessoas. Desde os fãs dos filmes de humor “trash” de Sacha Cohen às alas conservadoras e liberais, o filme não poupa ninguém e as criticas são claras e facilmente assimiláveis. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário