Oh, vida
Conseguiria eu, simples mortal, pedir algo do mundo? Um pequeno favor, algo singelo, que não tiraria da Suprema Divindade mais do que um minuto do seu eterno tempo?
Tire de mim, só um pouco, nao todo, este dom magnífico que me destes!
Ou conceda aos meus progenitores, um pouco mais deste dom!
Sim, Ó Grande Tudo, falo da audição, de que abdico parcialmente por eles!!
Conceda a ele um pouco deste meu dom tão poderoso, magnifico e nefasto! Para que, como marido e mulher, entandam-se melhor!
Por que ouvir meus pais e a vida sexual deles... Nãooooooo!!!!! Cansei!
terça-feira, 25 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
Morrer ou não viver?
- Vou me matar.
Ela anunciou, assim, sem mais nem menos. Os pais enlouqueceram com a noticia:
- Como assim, vai se matar? Quem tu pensa que é pra fazer uma coisa dessas?
As amigas tambem não reagiram bem:
- Guria, pra que fazer isso? Idiotice!
Só que ela tinha tudo planejado, caso aquilo acontecesse. Mudou de ideia, assim, sem mais nem menos. Todo mundo aplaudiu a novidade. Então, uma noite, ela saiu de casa. Levou tudo que podia carregar, se mudou pra longe.
Deixou um bilhete: "Não vou mais morrer"
Agora não corta mais o cabelo, nunca mais assistiu televisão nem leu jornal. Mora com um ateu bissexual e travesti chamado Rodolfo la em Porto de Galinhas. Vende tapioca e sucos medicinais para os turistas que estão de feiras, mas é serviço feito com carinho, ela mesmo faz e vende tudo sozinha. Pegou um bronzeado, passou a cantar pagode e usa dinheiro pra se manter na vida, o resto fica pros pobres lá da instituição, onde ela é voluntária no final de semana. Só usa roupa de segunda mão, dorme no sofá da sala. Adotou de coração uns meninos, com quem ela joga bola quando tem tempo. Passa muito tempo com os pés na areia e não quis saber de faculdade. Faz topless no fim da tarde, a asma sumiu de vez, a alergia a frutos do mar tambem.
Ela é feliz agora, mas ninguem sabe.
Ela anunciou, assim, sem mais nem menos. Os pais enlouqueceram com a noticia:
- Como assim, vai se matar? Quem tu pensa que é pra fazer uma coisa dessas?
As amigas tambem não reagiram bem:
- Guria, pra que fazer isso? Idiotice!
Só que ela tinha tudo planejado, caso aquilo acontecesse. Mudou de ideia, assim, sem mais nem menos. Todo mundo aplaudiu a novidade. Então, uma noite, ela saiu de casa. Levou tudo que podia carregar, se mudou pra longe.
Deixou um bilhete: "Não vou mais morrer"
Agora não corta mais o cabelo, nunca mais assistiu televisão nem leu jornal. Mora com um ateu bissexual e travesti chamado Rodolfo la em Porto de Galinhas. Vende tapioca e sucos medicinais para os turistas que estão de feiras, mas é serviço feito com carinho, ela mesmo faz e vende tudo sozinha. Pegou um bronzeado, passou a cantar pagode e usa dinheiro pra se manter na vida, o resto fica pros pobres lá da instituição, onde ela é voluntária no final de semana. Só usa roupa de segunda mão, dorme no sofá da sala. Adotou de coração uns meninos, com quem ela joga bola quando tem tempo. Passa muito tempo com os pés na areia e não quis saber de faculdade. Faz topless no fim da tarde, a asma sumiu de vez, a alergia a frutos do mar tambem.
Ela é feliz agora, mas ninguem sabe.
Abandone-me, se puder
Que a vertente destes sentimentos, levados pro lado errado, não me tornem criança de novo, emaranhada nos teus braços. Que o medo não me force a te pedir conselhos de novo. Ah, se ouso, entao desejo, nunca mais te mostrar meu choro. Quando vê meu sofrimento, te ve tão forte, tão superior, e não entende minha alma. Como sofri, como morri, pela falta de ti. E agora tenho receio de ser tua amiga de novo, por que tu me machuca, me atormenta, com tua vida que não me encanta. Quero ser diferente do teu ventre, do teu sangue. Quero ficar distante pra não chorar no teu nome. Tu me trouxe tanta dor que só rezo para que me deixe ir... Liberdade, em fim
Quero acordar ao teu lado
Pro resto da vida
quero acordar ao teu lado,
e sentir tua coxa quente
suando contra a minha
Pra eternidade
quero que tu me carregue,
me faça sentir gigante
erguida nos teus braços
E daqui até um dia
quero que tu me beije
na boca, na nuca, no peito,
e me ame, sem medida
E talvez aconteça
que sejamos separados
mas teremos na boca
o gosto do desasosego
Ah, amor de jovens
quando ao outro nos voltarmos
amargurados, arrependidos,
prometeremos a eternidade
Sou alma ferida
dos desfortúnios da vida,
sou bala perdida
que te acerta em cheio no peito
Lembrando...
Hoje me quedei olhando para uma foto sua. Um retrato de carteira, com as bordas desgastadas pelo tempo que passei esfregando-as, onde você olhava quase aterrorizado. Seus olhos estavam mais abertos que de costume, dava para se ver suas pupilas dilatadas pela luz do flash e o verde dos teus olhos pareciam ainda mais claros do que eu costumava ver. A boca tinha uma expressão curinga, que você usava quando não queria me contar de alguma nova namorada, e as maças do rosto pareciam mais salientadas também. Não parecia necessariamente você, mas sim o pior de você. A falta de confiança, as mentiras, os medos...
E ainda sim sinto falta de ti.
Talvez por que nunca tive a chance de te dar um abraço em publico, e na verdade, qualquer abraço que durasse mais que uma fração de segundo ao nos despedirmos na frente das tuas menininhas.
Mas era eu que tu dizia que amava, que chamava de "tua menininha" e foi pra mim que tu prometeu voltar. Só que tu não voltou.
Nunca me deixou pegar tua mão, te chamar de meu, te beijar, sonhar contigo... Sempre me pediu coisas que eu não podia dar e me deixou sozinha quando tu era a unica coisa que eu conhecia.
Agora fico irritada ao ver teus dentes separados demais, o bigode ridículo que tu vem deixando crescer, o corpo desengonçado no qual tu nunca trabalhou, o cabelo que precisa de um corte urgente....
Te odeio e odeio quem te ama, não por que te quero, mas por que nunca te tive. Um dia, quem sabe, quero te ter, só pra dizer que tive e quem sabe esquecer esta porcaria que nunca foi amor,
Enquanto isso, só o que me resta fazer é passar a noite em claro olhando tua foto desbotada e esperando a ligação que tu prometeu quatro anos atras...
Pecadores inocentes
Uma suposta criatura que vive acima de nós teria o poder de condenar nossos atos? Quer dizer... Céu e inferno... parecem idéias vagas! Além do mais, este "ser" teria mais o que fazer alem de ficar observando nossas orgias, noites de drogas e adultérios... Certo?
Uma pessoa boa, suponhamos, que doe roupas aos desabrigados, nunca deixe de ajudar alguem (seja ajudando a carregar coisas pesadas, oferecendo carona, até emprestando dinheiro e segurando o cabelo de estranhas na saída de festas), alguém assim poderia ser condenada a um inferno por ter, uma vez ou outra, saído do que chamam de "votos matrimoniais"? Se ela feriu alguem, foi a seu marido/mulher, a quem mentiu. Mas o que Deus tem a ver com isso? O casamento estava desmoronando, mas eles se amavam... Só haviam caido na rotina. Não foi um crime! Foi uma tentativa desesperada e confusa de salvar o que este hipotetico casal levou 4, 10, 30 anos para construir.
A adolescente grávida, filha de uma mãe religiosa e que não oferece suporte emocional, ao se ver com um bebe na barriga, aterrorizada, sentindo-se assustada e incapaz... esta pode ser julgada? E se ela abandonar seu filho na casa de um orfanato? Ou optar pelo aborto? Com a ajuda de uma amiga, da adeus a uma possível vida, que nem se desenvolveu ainda... Isso é crime? que tipo de vida o bebe desta crianca teria no mundo? Sem uma boa situação financeira, sem apoio emocional... O que é e quando deixa de ser condenado?
Quais atos representam uma ofensa ao grande e poderoso supremo senhor?
Adolescentes bebados, trocando carinhos por dentro das calças, com medo de voltar para casa e para os seus pais que nao os entendem... sejam eles do sexo que forem, vamos fazer o que? condená-los?
Ora, para o inferno com suas ideias de "eternidade de sofrimento", que se explodam seus conceitos de "pecados"! Ninguem tem suporte emocional para aguentar nada! Por que nos fazer passar por isso? Somos todos tão perdidos que nem merecemos o inferno.
Boa sorte, a quem quer que este texto alcance...
Assinar:
Postagens (Atom)




