quinta-feira, 11 de abril de 2013

Devaneio

Deitou contra o lençol. A água ainda escorria dos seus cabelos, a pele úmida abraçou com um arrepio o tecido sob ela. A mão correu pelo corpo, brincando de apertar as marcas e cicatrizes com a ponta dos dedos. Agarrou-se a memórias recentes e recusava-se a dormir. Travando um duelo consigo mesma, acabou por adormecer nua com as janelas abertas. O vento frio pegou-a nos braços e a levou embora, junto com as nuvens, para bem longe dali.

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