sábado, 20 de abril de 2013

Libertador

Ela encostou a arma contra o peito dele e ordenou:
- De joelhos.
Ele focalizou os olhos dela. Então, riu. Riu da cara dela como nunca havia rido antes.
Ela ficou observando-o. Isso nunca havia acontecido ! Ela repetiu:
- Ajoelhe-se!
Desta vez ele riu tanto que mal se equilibrava. O sorriso dele era de deboche, mas não a ofendia, apenas impressionava. Gentilmente retirou a arma das mãos dela.
- Bem... Se é assim - ela falou - O que faremos agora?
Ele deu um tiro no relógio que estava acorrentado ao pulso dela e respondeu:
- Agora o que diabos quisermos.

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