Sonhava em pousar, mas não conseguia. Tão logo se prendia a algo, precisava urgentemente arrancar as amarras e sair voando. Partia-lhe o coração ir embora, mas também não conseguiria ficar.
A cada vez achava que conseguiria AMAR. Amar de verdade.. Mas nunca era amor, era sempre outra coisa.
No fundo sentia um pouco de felicidade ao deixar os outros para tras. Isso dava-lhe poder. O que doia, doia mesmo, era voar sozinha.
Mesmo assim sonhava, com o dia em que algo diferente aconteceria, e alguem a seguraria pelo pulso quando ela tentasse voar.
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