sábado, 27 de abril de 2013

Liberdade

O ambiente era agradável. O vento balançava as cortinas transparentes, a casa tinha um cheiro de lojas esotéricas. Um cheiro que ela gostava... Na parede um quadro que dizia mais do que um quadro podia dizer. Este quadro estava posicionado no meio da sala, sobre o sofá e de frente para a rua, na mesma posição que um crucifixo com o magrelo pendurado ficaria.
Ela caminhou por todo o ambiente, absorvendo o aroma de gente que aquela casa exalava. O lugar respirava debaixo dos seus pés.
Sentiu a presenca dele, observando seus passos, vasculhou os CDS, sentiu o chão, tocou nas paredes. Era uma casa. Não uma casa espaçosa e irreal como a sua. Era uma casa que tinha a bagunça de uma casa. A confusão organizada, o cheiro de vida misturado com velas aromáticas.
Dentro daquela casa tudo era possível.
Até mesmo um breve momento de liberdade de si mesma.

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