segunda-feira, 29 de abril de 2013
Memórias guardadas
As vezes ela esquecia de tudo, até do próprio nome. Percebia que as pessoas continuavam cometendo os mesmo erros através dos tempos, que nada mudava. Diante desta estagnação, ela congelava. Sua mente virava um poço vazio. O silencio agarrava as paredes. Sem saber como se chama, ela vagou pelas caixas que guardava no quarto. Releu cada poema e música que escreveram para ela, olhou cuidadosamente todas as fotos, desenhos, bilhetes de amor. Passou os dedos por pétalas secas. Pressionou a mão contra as marcas da caneta no papel. Se apaixonou novamente por cada um daqueles garotos. Um a um, amou a todos de novo. Sentiu os cheiros, o toque da pele, o sabor dos lábios. Foi lembrando de quem era e de tudo que passara até ali. Guardou sua caixa de lembranças no fundo de algum lugar escuro e voltou a viver, fingindo que eles não tinham acontecido. Por que doíam demais
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