Tinham um relacionamento estranho, admitia-se. Conversavam sobre coisas da qual não falamos nem a nós mesmos. Era um vício ouvi-lo. Não gostava de afastar-se dele. Sentia-se como uma aluna, aprendendo a falar o que haviam dito que ela calasse.
Ele instigava-a, muitas vezes, a iniciar uma revolução dentro da sua mente.
E por vezes, barrava-a dentro dos limites de uma moral própria.
Os medos dos dois eram diferentes.
Ela sentia-se imensamente grata pela existencia do rapaz, mas não conseguia achar meios de retribuir.
Ele dizia o mesmo sobre ela.
E continuavam assim, duvidando, questionando, arriscando... Não eram pessoas normais. Oscilariam muito ainda. Faltava a eles uma confiança admitida. Tinham muitas coisas a serem discutidas, perguntas. Nem sempre se compreendiam, embora compreendessem o mais dificil de compreender. Compreende?
E ficavam assim
Trocando idéias
selvagens
e brilhantes
Dia-a-dia entre a fera e o gênio. Conviveriam.
Existia muito a ser dito.
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