segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pesadelo

A solidão perturbava sua vida de uma maneira que ela nao poderia descrever. Tao pouco havia procurado uma solução para isso. Relações vazias nao adiantariam e algo real poderia machuca-lá. Decidiu por ser sozinha. Nao abraçava a solidão, NUNCA! Tinha sempre placebos. Mil placebos. Seu ego precisava ser alimentado. E a culpa? Sentia, mas era una cleptomaníaca de corações que preferiria abandonar a ser largada. A culpa nao superaria o seu medo de ser abandonada.
Dormiu cedo, pensado em tudo isso.
No sonho, sangue entrava pelas paredes do quarto e a afogava, a comida estava cheia de vermes e da sua pele saiam feridas enormes que afastaram todos. Ela nao acordou apenas assustada, estava mortalmente apavorada. Sentia a pele arder e nao consegui respirar. O sangue das suas vitimas infiltrou-se na sua alma.
Choraria, se soubesse como.
Chamou pela sua mae. A casa, silenciosa, absorveu o grito nas paredes anti-ruído. Melhor assim, ou sua mae ficaria irritada por ter sido acordada.
Esticou-se para o relógio. Havia dormido alguns minutos. Olhou para as mensagens do celular. Nada satisfazia-a por completo. Nao podiam dar-lhe o que ela queria. Nem ela sabia o que queria.
Uma das mensagens chegou perto de ajuda-lá.
Entao, voltou a mergulhar no sangue. As paredes ainda a sufocavam em seu inconsciente, mas ela sentiu, pela primeira vez em sua vida, que podia contar com alguem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário