quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Poemas de amor... ou quase isso


Todos tem um felizes para sempre
- Assutador! –
A história já é curta
E está próxima de acabar?


Batom para sapos

Todos os sapos
Esperam as princesas
Que beijam mil sapos por dia,
Tudo em vão
Na busca de um príncipe encantado,
- pobres princesas! –
Que fazem as princesas
Em busca da ilusão?
E pobres sapos!
Que fazem eles
Sendo o que são?

Riscos

Que vos apaixoneis,
Se vos interessais,
Mas eu não,
Espero atenta,
Escondida na sombra:
Amar é perigoso.

Um garoto

Ele me deixa:
Ouvir musica alta,
Vestir o que gosto,
Fazer o que quero;
Por que não o amo?

Ele sussurra:
Palavras de amor,
Desejos, seus medos
Até segredos de ventilador;
O que há para não se amar?

E quando ele diz
- e ele diz –
Quem me ama
- e sei que é real –
Por que não respondo:
Eu amo também?







O poema de adeus

Sinto tanto em dizer adeus,
Não tanto quanto você,
Apenas direi e irei embora:
ADEUS;

Não me deixe ir,
Não devo ficar sozinha,
Então eu vou embora:
ADEUS;

Pegue o que restou,
Não funciona deste jeito,
Devo ir embora:
ADEUS;

Ouço sua voz,
Perto e tão distante,
Já que é difícil dizer irei embora:
ADEUS;

Por que me deixas ir
Se tiver de ir,
Vou embora:
ADEUS;

Prolonguei minha despedida,
Vens me buscar
Ainda te espero:
ADEUS;

Não, não!
Espere!
Digo uma última vez:
ADEUS;

E não fui embora.

Amor mendigo

Por amar eu,
Por amares tu,
Amardes-vos,
Por amarem eles,
Por amar tanto
Se fez a miséria.



Morrer de amor
Entre todos os meios
Pelos quais se pode morrer
Quero perecer por amar demais,
De todos os exagero que já cometi
O maior foi a paixão
Pela qual morri.

O Homem-robô

O homem-robô
Tinha medo de humanos,
Um coração de lata
E milhares de anos;

O homem-robô
Não conhecia sentimentos,
Mas com ela passou
Seus melhores momentos;

Uma velha lataria
De circuitos estragados
Encontrou a alegria
- esteve ele apaixonado? –

E o homem-robô
Viverá milhares de anos,
Estará sempre sozinho
Os outros são apenas humanos.

Complicado

Amar demais causa insônia,
Dor-de-cabeça, coceira no pé,
Causa tanta desavença
Que é melhor nem tentar.

Anti-complicado

Acredite no impossível,
Vale apenas arriscar,
É comprovado e garantido
Não há riso em amar.







Não chore por mim

Querido, não chore,
Ao menos não por mim,
Só por te-lo amado
Sou feliz como jamais fui;

Acredito que tudo é,
Que as coisas são como são,
Tudo que preciso é de amor
O resto se ajeita depois.

Deixa-me chorar

Deixa que chore
Meu estúpido coração,
Seja pela tua ausência,
Seja pelo teu sofrer;

Deixa então que chore longe,
Triste por este adeu,
Mas deixa que chore baixo
Deixa que chore em vão.

Espião

Larguei a rosa
Na beira da janela aberta
E parti forasteiro
Do meu próprio lar,
Pior do que nunca te-la
Era perde-la.

O homem-robô II
(ou o homem sem sentimentos)

Eu sei que você me ama,
Apesar de tudo que eu disse
Eu sei que me ama
Por tudo que sei
E sei da eternidade do teu amor,
Tão qual o universo,
Sólido como você e eu,
Se sabe que me ama
Olhe para mim
De-me a chance de sentir,
Meu amor jaz aqui
Tão ilusório quanto eu.


Sobre o amor

Deixe paginas em branco
Para falar do amor,
Deixe que ele se defenda,
E ofende
A quem mais ousar amar;
Deixe que o amor seja livre,
Deixe que o amor se apaixone,
Deixe que sofra
A sua própria maldição.


Nenhum comentário:

Postar um comentário