A solidão era uma estranha a
acompanhá-lo nos dias atuais, ainda se familiarizavam cada qual ao olhar od
outro. Ela o emaranhava entre suas coxas ao anoitecer e estava sempre
pressionando-lhe o peito pelas manhas. Mesmo quando saiam e mergulhavam na
eternidade da noite, não separavam-se. Nem por um segundo. Ela mordiscava-lhe a
orelha em meio a multidões para lembrá-lo de sua presença. Ela acompanhava-o,
para que ele nunca esquecesse que estava só.
Compartilhavam a cama, o chuveiro, a
comida e o sofá. Quando o telefone tocava, ela corria par o seu colo e deixava
seu peso sufocá-lo. Quando mais ele tentava afastá-la, mais íntimos ficavam. Tão íntimos que ele deu-lhe um nome. Chamou-a de Saudade. Não havia passada pelo corredor em que ele não beijasse o pescoço de Saudade. Convidava-a para ver filmes estrangeiros, comer pipoca barata, planejar viagens impossíveis, dormir de conchinha.
Ele passou a leva-la para jantar fora. Apresentou Saudade aos seus conhecidos. Ela, por fim, cansou. Acabou por mudar-se. Não foi para longe, morava a algumas quadras dali. As vezes surgia na madrugada, de surpresa. Ele então a convocava para posar em seus poemas e servia-lhe amores de infancia.
Ele passou a leva-la para jantar fora. Apresentou Saudade aos seus conhecidos. Ela, por fim, cansou. Acabou por mudar-se. Não foi para longe, morava a algumas quadras dali. As vezes surgia na madrugada, de surpresa. Ele então a convocava para posar em seus poemas e servia-lhe amores de infancia.
Seus amigos é que não compreendiam por
que ele não mandava Saudade embora,
mas na verdade ele até apreciava beijar-lhe a nuca e trocar silêncios,
de tempos em tempos.
mas na verdade ele até apreciava beijar-lhe a nuca e trocar silêncios,
de tempos em tempos.
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